quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Nota da Aspra Sergipe sobre o parcelamento de salários e desconto do IRPF no terço de férias



A Aspra Sergipe vem a público se manifestar contrário à decisão do Governo Estadual quanto à notícia divulgada no dia 10 de dezembro, sobre o não pagamento em dia do décimo terceiro salário dos servidores públicos.

Anunciado na imprensa pelo Governo sem nenhum aviso prévio foi enviado à Assembleia Legislativa um Projeto de Lei (PL) e que autoriza a retirada de empréstimos no Banco do Estado de Sergipe (Banese) e Banco do Brasil para antecipar o décimo terceiro, que seria pago a partir de janeiro, dividido em seis parcelas, projeto este já aprovado. Além do atraso salarial, onde estamos perdendo nossos dias trabalhados.

A assessoria jurídica da Aspra Sergipe entrará com um pedido de inconstitucionalidade dessa ação para garantir o pagamento do décimo até o dia 20, bem como o atraso salarial que se por um acaso perdurar corremos um risco de perder ainda mais dias trabalhados, trazendo assim um grande prejuízo a todos nós pais de família que carregamos conosco o compromisso e a dedicação a este Estado.

Já sobre o desconto indevido do IRPF sobre o terço de férias, oriento aos nossos sócios que procurem nosso setor jurídico, escutem as orientações e esclarecimentos do nosso advogado e fiquem á vontade para ingressar com a ação ou não.

Presidente da Aspra PM BM

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Comandante em exercício da PM se reúne mais uma vez com associações.

Entre o final da manhã e o início da tarde desta segunda-feira, 19, representantes de associações dos militares estiveram reunidos no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar de Sergipe com o Comandante em exercício da corporação, Coronel Jackson Nascimento. O convite às associações partiu do próprio Coronel e a pauta do encontro foram as mortes recentes de policiais militares e a pauta de reivindicações da categoria junto ao governo. Estiveram presentes representantes da ASPRA, ASSOMISE, ACSPMCB, ASIMUSEP, AMESE, AAM e UNICA, além do Deputado Estadual Capitão Samuel (PSL).

O Coronel Jackson demonstrou preocupação com a repercussão da morte de dois policiais no último fim de semana e pediu aos representantes cuidado na forma de abordagem do assunto, para que não se contribua para criar uma sensação generalizada de insegurança entre a população e entre os próprios policiais. Ele afirmou ainda que a Polícia Militar daria o apoio necessário às famílias dos policiais mortos. As associações também fizeram solicitações ao Coronel. Cobraram respostas às mortes dos policiais por parte da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da própria Polícia Militar, e solicitaram mudanças para proporcionar mais segurança aos policiais em serviço. Entre os questionamentos feitos foram pontuadas a presença de apenas dois policiais por viatura, a realização de bloqueios policiais (blitz) com efetivos reduzidos, o emprego de policiais isolados em determinados postos de serviço, como se verifica em diversas delegacias do interior e até mesmo em postos localizados na capital, entre outras questões.

O Coronel ouviu os questionamentos e também se disse preocupado com os problemas enfrentados pela SSP e pela PM. Entre os tantos problemas, citou a questão da distribuição igualitária de recursos e materiais entre instituições completamente desiguais em dimensão, efetivo e missão, referindo-se claramente às Polícias Militar e Civil. Neste ponto o Coronel Jackson obteve total apoio das associações tendo em vista que a diferença entre os efetivos da PM e da PC e a necessidade de maiores investimentos nas ações preventivas, a cargo da Polícia Militar, não justificam uma distribuição equitativa de parcelas de recursos ou de materiais e equipamentos entre as duas instituições. Por lógica, o entendimento é de que a instituição maior necessita obviamente de mais recursos e meios para o desenvolvimento a contento de suas atividades. Para as associações a SSP precisa investir mais e de forma correta em ações preventivas, que evitem a incidência de crimes.

Mortes

Os representantes das entidades se mostraram preocupados com o crescente número de mortes de policiais em Sergipe vítimas de homicídio, que só este ano já chega a sete. Embora a SSP defenda que tais mortes não indicam a existência no estado de um confronto direto e deliberado entre bandidos e policiais, e ressalte que as mortes dos policiais não se deram em serviço, para os dirigentes as circunstâncias são o que menos importam. Para eles o fato é que policiais estão morrendo, não importa como, e o governo precisa dar respostas rápidas e enérgicas para que a situação não fique fora de controle. "Se compararmos proporcionalmente o número de policiais mortos em Sergipe somente este ano, representaria uma taxa de homicídios de 140 mortes por grupo de 100 mil pessoas. Para se ter ideia do que isso representa, a taxa de homicídios no Brasil em 2014 foi de 25,3 a cada 100 mil e em Sergipe foi de 45 a cada 100 mil, o que demonstra que o número absoluto pode ser pequeno, mas em proporção ao efetivo da nossa PM o número é bastante alto e providências precisam ser tomadas com urgência", afirmou o vice-presidente da ASPRA, Sargento Anderson Araújo.

Manifestação

Acerca da manifestação programada por uma das sete associações que participaram da reunião, a Unica, o Coronel Jackson reforçou a solicitação já feita em reunião realizada na última quarta-feira, 14, de que as entidades aguardassem o retorno do Comandante-Geral, Coronel Iunes, para que discutissem com o mesmo sobre as mortes de policiais e sobre o encaminhamento das demandas da categoria, e após isso decidissem que medidas adotar para que pudessem alcançar seus objetivos.

Em reunião posterior realizada apenas entre os dirigentes, todas as associações demonstraram concordar com a ideia da manifestação divulgada pela Unica, mas guiados pela prudência e pela experiência adquirida em movimentos anteriores da categoria, encabeçados por estas mesmas associações, decidiram pelo atendimento à solicitação do Comandante em exercício, e sugeriram que o ato fosse adiado e realizado em conjunto por todas as associações em data posterior à reunião com o Comandante, que deverá ocorrer no próximo dia 27. A ideia era ter mais tempo para divulgação do ato e fazê-lo já com conhecimento do posicionamento do Comandante Geral, além de fortalecer o movimento com a participação de todas as associações. Apesar da solicitação os dirigentes da Unica optaram por manter a realização do ato público que idealizaram.

Para o presidente da ASPRA, Sargento Antônio Carlos, que não participou da reunião por estar em serviço, é preciso respeitar a autonomia da Unica, da mesma forma que é preciso que se respeite a decisão das demais associações. "Seria ótimo se pudéssemos dar início a qualquer mobilização todos juntos, mas não podemos tolher o direito da Unica de realizar um ato que ela idealizou, da mesma forma que não se pode desrespeitar o direito de outras associações de escolherem uma outra forma de manter a luta pelos objetivos definidos. O respeito às convicções de cada um deve prevalecer nesse momento", disse Carlos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Atendendo a solicitação da Aspra, Subcomandante da PM retifica determinação sobre atestados médicos.

Em atendimento a solicitação encaminhada pela Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (ASPRA/SE), o Subcomandante da Polícia  Militar, Coronel Jackson Nascimento, fez publicar no Boletim Geral Ostensivo de hoje, 19, nota que retifica a publicação contida no BGO nº 179, de 01 de outubro de 2015 (nº 4, letra b, item 2), referente a determinação do CPMC quanto à perda de folga do policial militar que apresentasse dispensa médica de 01 (um) dia.

Em ofício encaminhado ao Comando Geral da instituição, a ASPRA demonstrou que a norma era equivocada pois ia de encontro à Lei nº 2066/76 (Estatuto dos Policiais Militares). A associação demonstrou ainda que já havia um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) editado em 2010 (Parecer nº 7224/2010), motivado pelo questionamento feito à época ao Comando da PM pela ASPRASE diante de norma semelhante publicada naquele ano.

Em reunião com o Subcomandante da PMSE na última quarta-feira, 14, o vice-presidente da ASPRA, Sargento Anderson Araújo, tratou do assunto com o Coronel Jackson, expondo as justificativas do pedido feito pela associação. Na oportunidade o oficial solicitou que o pedido fosse reiterado e prometeu que analisaria a questão e adotaria providências. Na manhã de hoje em nova reunião ocorrida no Quartel do Comando Geral, o Coronel Jackson informou ao Sargento Araújo que as providências acerca do pedido da ASPRA já haviam sido tomadas e que a publicação em BGO aconteceria ainda hoje, o que foi confirmado.

Em nome da ASPRA  o vice-presidente da entidade agradeceu ao Subcomandante. "Queremos agradecer ao Coronel Jackson pela atenção ao nosso pleito e pelo cumprimento da palavra empenhada conosco. Nosso desejo é manter a melhor relação possível com o Comando, avançando em nossas demandas através de um diálogo franco e respeitoso", afirmou o Sargento Araújo, que se mostrou feliz pelo fato de a ASPRA mais uma vez cumprir o papel ao qual a associação se propõe.

Confira abaixo o teor da nota publicada no BGO de hoje.


"BGO Nº 190, de 19 de outubro de 2015 - 3ª Parte

1 – GABINETE DO CHEFE DO EMG – RETIFICAÇÃO DE PUBLICAÇÃO – Retifico o publicado no “nº 4”, letra “b”, item “2”, página nº 4171, da 3ª Parte (ASSUNTOS GERAIS), do BGO nº 179, de 01 de outubro de 2015, no que tange ao direito de folga dos policiais militares, em razão do Parecer da PGE Nº 7224/2010, publicado no BGO nº 229, de 23 de dezembro de 2010.

Onde se lê:

2 - Todos os policiais militares lotados no CPMC, quando apresentarem atestado médico de um dia de dispensa do serviço, deverão nos dias subsequentes à dispensa, cumprir expediente administrativo na sede da OPM até retornar à escala de serviço;

Leia-se:

2 – Todos os policiais militares terão direito à folga em virtude do dia de trabalho. Caso o policial não cumpra sua escala ou dia de serviço por ter faltado sem a devida comunicação e justificativa à autoridade superior competente, ele deverá apresentar-se pronto para o serviço em sua unidade imediatamente ao término do impedimento.

Em consequência:

Todos os interessados tomem conhecimento e adotem as providências cabíveis."

sábado, 17 de outubro de 2015

Em menos de 24h, um sargento e um policial militar reformado são assassinados em Sergipe.


Mais um policial militar foi assassinado neste sábado (17), em Aracaju. Em menos de 24 horas, dois PMs foram assassinados durante tentativa de assalto. Marginais perdem o medo e começam a executar sumariamente os policiais militares.

O primeiro caso ocorreu na tarde desta sexta-feira (16), quando quatro elementos encapuzados tentaram assaltar um sargento que reagiu e acabou sendo assassinado com pelo menos dois tiros, o crime acontece em frente a uma agencia do Banese, no bairro Santos Dumont.

No final da tarde deste sábado,  um policial militar reformado também foi assassinado durante uma tentavia de assalto. O PM Luciano dos Santos Menezes, 49 anos, foi assassinado a tiros após reagir a um assalto em um ônibus da linha 713 da viação Atalaia, quando marginais anunciaram assalto dentro do coletivo, na noite deste sábado.

O crime ocorreu quando o marginal anunciou o assalto e o policial teria reagido ao assalto. Ao pegarem os pertences das vítimas, os marginais perceberam se tratar de um policial militar, e efetuaram três disparos. O PM foi atingido por pelo menos tres tiros, sendo que um atingiu a sua cabeça. Após ser baleado, o motorista do coletivo se dirigiu para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas o militar não resistiu aos ferimentos e morreu.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

NOTA: A Diretoria da Aspra completamente consternada com a segunda morte de um policial militar em tão curto espaço de tempo, emite sua solidariedade e condolências à família do nosso colega Luciano, e pede às autoridades seriedade no trato deste assunto, pois não se pode permitir que a morte de policiais vire algo tão comum sem que providências enérgicas sejam tomadas a respeito.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Aspra Sergipe demonstra indignação com a morte de mais um policial militar.



É com muita consternação que comunicamos que infelizmente hoje perdemos mais um companheiro, o Sargento Filho, mais um valoroso policial militar que nos deixa prematuramente tendo sua vida ceifada por marginais, bandidos sem escrúpulos que deixam mais uma família tomada pela dor, pelo sofrimento. Mais uma viúva, mais filhos órfãos, mais um filho que se vai e deixa o vazio no coração dos seus pais. Enfim, mais uma família destroçada. E a pergunta que não quer calar é ATÉ QUAND...O? Até quando esses marginais terão o tratamento de "cidadãos" enquanto tratam as outras pessoas como insetos sem nenhum valor? Até quando se preocuparão em preservar o direito à integridade destes "anjos" enquanto estes não estão dando a mínima para a vida dos outros, especialmente policiais? Já são 6 (SEIS) policiais militares vítimas de homicídio este ano em Sergipe. Será que nossas autoridades não estão vendo o que está acontecendo? Os próprios agentes garantidores da segurança pública estão se tornando cada vez mais vítimas da INSEGURANÇA GENERALIZADA que assola nosso estado e nosso país. Como ficam então os "cidadãos comuns" que esperam ter a proteção do Estado? Leis frouxas, policiais extremamente cobrados e vigiados, sem estímulo, sentindo-se desprotegidos, desamparados, organismos que se preocupam com a preservação dos Direitos Humanos de seres desumanos mas que via de regra não se apresentam para defender os direitos das vítimas destes bandidos. Todo um conjunto de situações que nos fizeram chegar no ponto em que estamos. Neste momento, resta-nos orar por nosso companheiro Filho para que Deus o acolha e por seus familiares para que o Senhor os conforte. Quanto às nossas autoridades pedimos que fiquem atentas e que ajam de alguma, pois a classe militar já não aguenta mais tanto descaso. A corda está esticando. Vai com Deus Sargento Filho!

Fonte: Perfil da Aspra no Facebook

PM lamenta morte do Sargento Filho.

A Polícia Militar do Estado de Sergipe lamenta o falecimento do 2º sargento Waldomiro dos Passos Filho, de 43 anos, que morreu no final da tarde desta sexta-feira, 16, no município da Barra dos Coqueiros, quando acompanhava um amigo durante um depósito bancário e foi alvejado covardemente, sem oportunidade de revidar os disparos.
O policial, que estava na Corporação há 19 anos e trabalhava atualmente na 4ª Companhia do 8º Batalhão de Polícia Comunitária, na Barra, chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Saúde (SAMU) e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), para onde seguiu o capitão Rilton, do Hospital da Polícia Militar (HPM), com o intuito de acompanhar o atendimento ao praça e apoiar os médicos do HUSE.
Durante os socorros, a equipe da unidade de saúde chegou a fazer uma transfusão sanguínea e a se preparar para uma cirurgia, na tentativa de conter uma intensa hemorragia interna, mas o PM não resistiu às sucessivas paradas cardíacas e veio a óbito no interior do Hospital de Urgência.
Velório
Neste momento, o corpo do policial está no Instituto Médico Legal (IML), de onde segue para o Velatório OSAF, situado na Rua Itaporanga. O Comando da PMSE se solidariza com os familiares e trabalha no sentido de prestar todo o apoio necessário à esposa, à filha, ao enteado e aos parentes de um modo geral.

Fonte: PMSE

Sargento da PM é baleado e morre durante tentativa de assalto no Santos Dumont.



Mais um policial militar é assassinado durante uma tentativa de assalto ocorrido na tarde desta sexta-feira (16), no bairro Santos Dumont em Aracaju.

A tentativa de assalto que terminou com a morte do sargento Valdomiro dos Passos Filho, ocorreu por volta das 16:10 horas desta sexta-feira em frente a uma agencia do Banese, localizada no bairro Santos Dumont, no momento em que o militar chegava à agencia.

O militar foi abordado pelos elementos que acabaram efetuando dois disparos  que atingiram o militar e o veiculo em que ele estava. Os tiros foram disparados por quatro indivíduos encapuzados que estavam em um veiculo Honda Civic de cor bege. Após os disparos que atingiram o sargento Filho, os elementos fugiram tomando rumo ignorado.

Uma ambulância do Samu esteve no local e prestou os primeiros socorros ao PM, encaminhado-o às pressas para o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), onde ele foi atendido, porém não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 17:30h.
Fonte: Faxaju

PMs e bombeiros ameaçam paralisar atividades em Sergipe.


Sem acordo com o governo, presidentes de associações de militares disseram na manhã desta quinta-feira, 15, a NE Notícias, que PMs e Bombeiros poderão paralisar suas atividades.

Os militares alegam que o governo de Sergipe trata de forma diferenciada a categoria com os policiais civis, "que recebem, disparadamente, melhores salários".

Dois líderes de associações disseram a NE Notícias que a categoria espera que antes do recesso parlamentar do fim de ano o governo mande projeto para a Assembleia Legislativa propondo a transformação de seus salários em subsídios: "Se isso não acontecer, nós vamos parar".

Um deles comentou com a redação do NE Noticas: "Você sabe que em janeiro o Estado vai disparar o gatilho salarial, e o que se comenta é que nós não seremos beneficiados. Se for assim, preserve os nossos nomes, mas pode divulgar que paralisaremos nossas atividades".
Fonte: NE Notícias

Sem acordo com governo, PMs e BMs avisam que podem deflagrar novo movimento.


Sem acordo com o governo do estado quanto a atender as reivindicações dos policiais e bombeiros militares, um policial militar integrante das Associações Unidas, afirmou na manhã desta quinta-feira (15) que “a policia militar e bombeiros militares irão parar naturalmente a qualquer momento por conta da falta de tratamento igualitário das policias, PM e PC por parte do governo”.
Continua o impasse entre o governo do estado e os policiais e bombeiros militares do estado de Sergipe. Os militares alegam que o governo do estado trata de forma diferenciada as duas policias (PM e PC), já que o projeto que define carga horária, subsídios e promoção automática para os policiais civis já foi aprovado na Assembléia Legislativa.
Por telefone o militar que pediu para não ser identificado confirmou que “caso até o mês de dezembro, quando encerra os trabalhos na Alese, o projeto que transforma vencimento dos policiais de bombeiros militares em subsídios, o movimento irá acontecer de forma naturalmente, podendo ocorrer inclusive aquartelamento como vem acontecendo em outros estados. Isoo pode ocorrer a qualquer momento”, avisou o militar.
As reivindicações dos militares vem sendo feitas de forma continua e já dura algum tempo. Eles querem a exigência de nível superior para o ingresso na corporação; promoção automática; transformar os vencimentos em subsídios e a definição da carga horária.
O militar diz em tom de desabafo que “o governo fala em uma policia integrada, mas como pode haver integração entre as policias se para uma o tratamento é vip, e para a outra resta apenas punição. Isso não é justo, todo aquele movimento que ocorreu em 2009 poderá se repetir e agora de forma mais firme, como eu disse, a qualquer momento. O que nós sentimos é que a população não pode pagar pelo equivoco quem sendo cometido pelo governo”, disse o PM afirmando que a insatisfação está em toda tropa.
Fonte: Faxaju

Praças da PM declaram greve no Amazonas.

A Apeam também declarou que a greve vai atingir os 62 municípios do Amazonas, também por tempo indeterminado – foto: Joandres Xavier
Praças da Polícia Militar entraram em greve, por tempo indeterminado, nesta quarta-feira (14), após serem informados que a reunião marcada com o governador José Melo (PROS), prevista para a tarde de hoje, juntamente com os servidores da Polícia Civil,  havia sido cancelada.  No sábado (10), os servidores aprovaram o  indicativo de greve durante assembleia realizada pelos policiais.
Após o comunicado, aproximadamente 300 servidores fizeram uma manifestação em frente à reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na Djalma Batista, onde o encontro com o governador ocorreria às 15h, para definir as reivindicações da categoria , que está em pauta desde abril de 2014.
De acordo com o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, com o não comparecimento de José Melo, só restou à categoria entrar em consenso de greve. “A decisão pela paralisação das atividades foi analisada, tendo em vista que o cumprimento dos compromissos do Governo com os praças já vinham se arrastando há anos e nada era feito”, disse.
Feitosa disse ainda que 40% do efetivo dos praças, que estavam atuando no momento da adesão à greve, será informado sobre o posicionamento da categoria e poderá, também, aderir à paralisação ainda no 2° turno de hoje.
A Apeam também declarou que a greve vai atingir os 62 municípios do Amazonas, também por tempo indeterminado.
Os sindicalistas declararam que estão à disposição do Governo do Estado para discutir soluções para que possam abandonar o movimento de greve. “Não queremos causar problemas. Queremos solução para garantir nossos direitos que não estão sendo cumpridos”, disse Gerson Feitosa.
O presidente do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil do Amazonas (Sindeipol), Rômulo Valente, afirmou que o Sindeipol também está em greve e que, entre as pautas de reivindicações dos servidores estão a reposição da data base da categoria, que estava prevista para orçamento deste ano e não foi efetivada; a promoção de patente, que é aguardada desde o ano passado, entre outros.
Após  a manifestação, os servidores seguiram rumo à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam),  Zona Centro Sul, onde prometeram permanecer aquartelados até o Governo entrar em negociação.
A comunicação da Apeam informou que, após um pequeno tumulto em frente à casa legislativa,  os servidores conseguiram autorização do presidente da Aleam, deputado Josué Neto, para  entrar no prédio. Os manifestantes entraram sem depredar a estrutura do local e disseram ainda que iriam permanecer lá por toda noite e a madrugada.
A reportagem entrou em contato com a comunicação da Casa Civil para obter resposta do Governo do Estado sobre o assunto, mas não obteve resposta.
O movimento também causou grande retenção no trânsito local.
Sinpol-AM 
Em nota, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM), afirmou que “a reunião  marcada com o Governador José Melo foi adiada porque o secretário de segurança precisou se ausentar do Estado em atendimento ao chamado da secretaria nacional de segurança pública, na data de hoje. No entanto, reiterou  que a reunião está marcada para a quinta-feira (22), às 15h, com as entidades oficiais e que o SINPOL-AM se fará presente por meio de sua diretoria.”
A diretoria do Sinpol- AM também afirmou que as “manifestações ou ameaças de paralisação ou greve não tem reconhecimento do sindicato, assim como, as pessoas que usurparam o nome da classe não representam a Policia Civil do Estado do Amazonas, sendo, portanto, falaciosa qualquer informação que não tenha sido emitida de forma oficial pelo SINPOL-AM”.
Por Joandres Xavier
Fonte: Portal Em Tempo

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Subcomandante da PM recebe associações para tratar de propostas da classe.

Associações se reúnem com Subcomandante da PMSE.

Na manhã desta quarta-feira, 14, o Subcomandante da Polícia Militar de Sergipe, Coronel Jackson Nascimento, recebeu em seu gabinete no Quartel do Comando Geral representantes de associações representativas dos militares para tratar de propostas do interesse da classe. O encontro foi motivado por ofício encaminhado pela Associação dos Praças (Aspra/SE) em nome das demais associações, no qual foi solicitada uma reunião para que se discutisse a proposta de subsídio apresentada pelo Comando e os pleitos definidos pela categoria em assembleia geral no final de agosto passado, encaminhados ao Comando através de ofício conjunto subscrito pelas entidades.

Estiveram presentes representantes da Aspra, Amese, ACS e Unica, e a reunião se deu em clima de muita tranquilidade. De início o Coronel Jackson disse que como estava atendendo a um pedido das associações estaria pronto a ouvir seus representantes. O representante da Aspra, Sargento Araújo, foi o primeiro a usar a palavra expondo ao Subcomandante o conteúdo do ofício e as decisões da assembleia geral dos militares, seguindo-se as falas dos demais representantes, todos em busca do mesmo propósito. Foi dito de forma clara ao Coronel Jackson que a categoria deliberou pelo apoio ao projeto de subsídio mas que esta desejava como contrapartida do Comando da PM o apoio à proposta de promoção automática, além de outros pleitos, como o reajuste do valor do ticket alimentação, por exemplo.

O Subcomandante ouviu atentamente as exposições das lideranças, falou da necessidade de que qualquer proposta apresentada seja defendida por todos e da importância do encaminhamento urgente da proposta de subsídio dos militares, sobretudo diante das notícias recentes sobre a possibilidade de aplicação de propostas já aprovadas de outras categorias a partir de janeiro próximo, o que pode tornar ainda mais difícil qualquer negociação dos militares. Sobre promoção automática o Coronel afirmou que está aberto à discutir uma proposta que se mostre viável. Contudo Jackson deixou claro que qualquer decisão e encaminhamento precisa da aprovação do Comandante Geral, Coronel Maurício Iunes, que se encontra em viagem. Diante disso, o Subcomandante se comprometeu em agendar nova reunião com o Coronel Iunes logo que este retornar de viagem, o que está previsto para o próximo dia 27, para que desse novo diálogo possam ser tomadas as decisões necessárias para o encaminhamento das propostas. Até lá as associações devem se reunir para discutir a formatação de propostas a serem apresentadas.

Determinação sobre atestados

Aproveitando a oportunidade da reunião, o vice-presidente da Aspra/SE, Sargento Anderson Araújo, solicitou ao Subcomandante da PM que fosse revista a determinação editada pelo Comando do Policiamento Militar da Capital no Boletim Geral Ostensivo nº 179, de 01 de outubro de 2015, acerca do cumprimento de expediente administrativo pelo policial militar que apresente dispensa médica de um dia. Araújo alegou que a determinação é ilegal, pois fere a Lei Estadual nº 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares), já tendo sido inclusive revogada norma anterior semelhante editada em 2010, com base no Parecer nº 7224/2010 da Procuradoria Geral do Estado, onde a mesma também argumenta a ilegalidade. Ciente de que a solicitação já havia sido feita através de ofício pela Aspra/SE mas não estando de posse do mesmo, o Coronel solicitou a reiteração do pedido para que pudesse adotar providências. A Aspra apresentará a reiteração do pedido e espera que o bom senso possa nortear a decisão do Comando quanto à solicitação apresentada.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ANASPRA divulga a Carta de Manaus com as deliberações do XI Enerp.

Carta de Manaus – Por uma nova arquitetura das instituições militares estaduais




Reunidos no XI Encontro Nacional de Entidades Representativas de Praças (Enerp), realizado entre os dias 23 e 25 de setembro de 2015, na cidade de Manaus (Amazonas), -debateu-se uma nova arquitetura das instituições militares estaduais, em especial, os seis tópicos definidos pela diretoria da Anaspra como pauta afirmativa, quais sejam: 1- Desvinculação do Exército; 2- Fim da pena de restrição de liberdade; 3- Jornada de 40 horas semanais; 4- Acesso único com terceiro grau; 5- Ciclo completo; e 6- Fortalecimento das associações.

Considerando que os praças do Brasil vivem realmente numa situação de escravidão, com incontáveis momentos de violação de direitos sociais básicos e trabalhistas, proporcionados pela desatualização da legislação afim e em desacordo com a Constituição Federal, entendemos que caminho de superação dessa situação é garantir ao policial e bombeiro militar seu status de trabalhador e de protagonista das mudanças necessárias e urgentes da segurança pública.
 
Considerando que os praças do Brasil são tão vítimas quanto a sociedade no tocante à falta de uma política pública de segurança pública, situação lamentavelmente gerada por todos os governos, de todos os partidos, os quais primam pela proteção do estado excludente, defensor de grupos e segmentos, via de regra aqueles abastados financeiramente e que, assim sendo, culmina com um enfrentamento destes profissionais com a sociedade de modo geral, e em especial a população das periferias, jovens, entre outros grupos sociais tolhidos de uma participação mais ativa no processo político e decisório brasileiro.
 
Considerando que a falta de política de direitos humanos, inerentes a qualquer cidadão brasileiro, mas que para os praças em especial, não passa de retórica, visto que a mesma inexiste no meio militar sob todos os ângulos de avaliação, notadamente na institucionalização da “escravidão” destes profissionais, bem como no que tange à relatos cada dia mais freqüentes de torturas psicológicas, físicas, situações de assédio moral e sexual.
 
Neste contexto, a Anaspra, após debates entre os representantes dos praças do Brasil, deliberou a adoção de algumas medidas e estratégias, as quais devem nortear a atuação das entidades estaduais representativas de praças no sentido de lutar para construir uma nova política de segurança pública para o País, a qual deve ter como norte as seguintes mudanças, entre elas:
 
I- As entidades estaduais deverão estar presentes permanentemente em Brasília (DF), para atuar e acompanhar as atividades do Congresso Nacional, do Governo Federal e do Poder Judiciário, no sentido de garantir os interesses da Anaspra e dos praças do Brasil com foco na qualidade do serviço de segurança pública prestado à população.
 
II- As entidades estaduais deverão assumir a presença e a participação nos espaços consultivos e deliberativos (tais como fóruns e conselhos) de âmbito federal e estadual referente aos temas relacionados à segurança pública, direitos humanos e trabalhistas.
 
III- Efetivar o funcionamento dos grupos de trabalhos, definidos em reunião de diretoria, com o objetivo de detalhar e formular políticas e estratégias, além da produção de textos básicos de referência para revisão das legislações estaduais, dando ênfase para: plano de carreira; jornada de trabalho; ingresso único; ciclo completo; desvinculação do Exército e fim da pena de restrição de liberdade; e PEC das associações. 
 
IV- Respeitar, participar e envolver os filiados das entidades estaduais nas agendas de atividades aprovada nesse Enerp.
 
V- Criar em cada Estado políticas públicas de proteção aos policiais e bombeiros militares vítimas de ações criminosas contra suas vidas e de suas famílias.
 
VI- Buscar uma aproximação com segmentos da sociedade civil organizada, especialmente aquelas que militam da área de direitos humanos, visando quebrar dogmas e tabus existentes, estes normalmente fruto de discursos induzidos e intereissseiros, e que vislumbram justamente o afastamento/distanciamento destes segmentos. A necessidade desta aproximação vem no sentido de que nós, juntamente com a sociedade civil organizada, é que conseguiremos juntos, os avanços que queremos para nós e para o conjunto dos trabalhadores do Brasil.
 
VII- No tocante aos temas em debate no Congresso Nacional, como por exemplo, projetos de emendas à Constituição, projetos de lei, entre outros, a Anaspra, em primeiro lugar não se furtará de fazer o debate, sempre analisando as questões colocadas, a partir de análises macro dos benefícios e prejuízos para todos os “atores” envolvidos, principalmente os praças do Brasil e a sociedade. 
 
Questões como ciclo completo, seus desdobramentos e reais intenções, tanto dos contrários como dos favoráveis ao tema; desvinculação das forças de segurança estaduais do Exército, instituição de uma legislação federal de jornada de trabalho para os militares estaduais, fim das penas restritivas de liberdade por conta de questões disciplinares,  lei de organização básica da segurança pública, em especial as leis que versem sobre a Polícia e o Bombeiro Militar e anistia dos profissionais por conta de manifestações de cunho reivindicatório, terão prioridade na atuação de nossos diretores e sugerimos às entidades estaduais que façam o mesmo, pois será a partir destas mudanças e o desenrolar delas que será modificada a lógica de segurança pública brasileira, para melhor ou para pior, a depender de nossa intervenção.
 
Manaus, 25 de setembro de 2015.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Fim da prisão disciplinar, projeto habitacional e voto em trânsito para policiais, conquistas de uma categoria que está aprendendo a se organizar.



As eleições do ano passado deixaram um saldo muito positivo para a categoria policial e bombeiro militar. A organização e união da categoria permitiu a eleição de vários representantes da classe para a Câmara Federal. Os praças se fazem representar com três cadeiras na Câmara, os Deputados Subtenente Gonzaga (MG), Cabo Sabino (CE) e Cabo Daciolo (RJ).

Além da representação política os praças contam ainda com a representação classista que vem sendo desempenhada pela Associação Nacional de Praças (ANASPRA), que conquista cada vez mais espaço no cenário das discussões do interesse da categoria em âmbito nacional.

A organização da classe vem apresentando seus primeiros frutos através da apresentação e aprovação de projetos importantes para a categoria.

A Aspra Sergipe traz para os seus associados e leitores em geral três informações importantes de fatos recentes que representaram conquistas muito significativas para os militares estaduais. Seguem os links para leitura das matérias publicadas no site oficial do Deputado Subtenente Gonzaga.

Boa leitura.

Fim da pena de prisão

Senado aprova MP do "Minha Casa, Minha Vida"

Voto em trânsito é sancionado pela presidente

Comissão de Trabalho aprova jornada de trabalho de 120 horas mensais para policiais e bombeiros militares.



Foi aprovado nesta terça-feira, 07, na Comissão de Trabalho da Câmara Federal o projeto do Deputado Capitão Augusto que limita a carga horária dos policiais e bombeiros militares em 120 horas mensais.
O Projeto de Lei nº 2.106/2015, de autoria do Capitão Augusto, foi aprovado no relatório do Deputado Federal Cabo Sabino e na Comissão de Trabalho e Serviço Público da Câmara dos Deputados.
O Projeto prevê ainda o pagamento em dobro para trabalhos nos feriados.
Segundo o autor, a Constituição Federal limita em 164 horas mensais a jornada de trabalho dos servidores públicos, porém, os policiais e bombeiros militares hoje trabalham mais de 200 horas mensais, mesmo com a insalubridade, periculosidade e trabalho noturno.
Várias outras categorias já conquistaram esse direito, não é justo que logo os policiais militares, com todas condições adversas, trabalhem num regime de escravidão acima das 200 horas mensais.

Com informações e imagem do perfil oficial do Capitão Augusto no Facebook.  





Diminuir despesas: A Prefeitura de Lagarto efetua corte nas refeições de policiais.

Policiais civis e militares do município de Lagarto foram pegos de surpresa com a informação de que o prefeito Lila Fraga, havia determinado que fosse cortado o fornecimento de alimentação aos policiais, alegando que essa é uma obrigação da delegacia.

As explicações para o corte nas refeições dos policiais seria para diminuir despesas, e com essa determinação, a prefeitura de Lagarto efetuou cortes nas refeições de policiais, delegados, agentes e escrivães lotados na Delegacia Regional de Lagarto (DRL).
  
A nova determinação prevê uma cota máxima diária de refeições num restaurante conveniado da cidade e apenas seis agentes poderão almoçar utilizando o convênio da prefeitura. De acordo com o município, quem tem de ficar responsável por essa logística é a própria delegacia. Segundo informações da DRL, em média, diariamente, são quatro delegados e mais de 20 policiais trabalhando na delegacia.

O secretário municipal de Ordem Pública e Defesa da Cidadania (Semop), Kércio Pinto confirmou a informação para o Portal Lagartense, e acrescentou na relação cortes nas refeições de policiais militares e servidores da própria Semop.

Kércio Pinto explicou que algumas prefeituras estudam os cortes diante da crise financeira. O fornecimento da alimentação para os policiais é uma cortesia das prefeituras. O custo mensal é muito alto, explicou o secretário.
O secretário explica que os gastos com essa contribuição chegam à casa dos R$ 100 mil anuais. Até o momento, em 2015, a Polícia Civil já consumiu mais de 2.500 refeições, segundo ele. A decisão de enxugar este tipo de despesa diante da crise financeira foi tomada na última reunião entre prefeitos do estado de Sergipe.

Ele frisou que o auxílio alimentação não é uma obrigação da prefeitura e nem uma contrapartida com o estado, mas uma contribuição que visa colaborar com a atuação dos policiais no município.

O delegado Hilton Duarte, responsável pela DRL, afirmou ao Portal Lagartense que tentará uma conversa com o prefeito Lila Fraga nesta quinta-feira (8) e prometeu um posicionamento sobre o caso.


Com informações do Portal Lagartense

Fonte: Faxaju

NOTA DO BLOG: Considerando que a segurança pública é um dever constitucional do Estado, embora seja bem vinda a colaboração de outros atores, se o próprio Estado cumprisse a sua obrigação e provesse as necessidades básicas dos policiais no desenvolvimento de suas atividades, estes profissionais não necessitariam passar por este tipo de situação e constrangimento. Esperamos que um dia a segurança pública possa ser tratada com seriedade e como prioridade por nossos governantes.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Três suspeitos de assassinar sargento da PM são presos.

Homens foram encontrados na zona rural de município baiano
Suspeitos já estavam em município baiano (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
As Polícias Militares da Bahia e Sergipe prenderam no início da noite desta terça-feira, 6, três suspeitos de terem cometido o assassinato do sargento da PM, Nabal Gomes Menezes. Foram presos Michel Silva Pena, 19 anos, Emerson Dantas dos Santos, 19 anos e Adolfo de Jesus Santana de 20 anos. As prisões ocorreram no município de Jandaíra, na Bahia, pouco após a divisa entre os Estados.
Os indivíduos estão sendo interrogados pelo delegado responsável. De acordo com a capitã Evangelina de Deus, assessora de comunicação da PM, mais cedo, a PM através do Grupamento Tático Aéreo (GTA), já havia encontrado o carro usado pelos bandidos abandonado na zona rural próximo a regiã.  Horas depois, os suspeitos foram identificados.

A polícia trabalha com a o número de quatro suspeitos, portanto, segundo a capitã Evangelina, ainda há buscas por um último envolvido com o crime.
Por Ícaro Novaes e Verlane Estácio
Fonte: Infonet

Aspra Sergipe pede revogação de determinação do CPMC sobre atestados médicos.

Entidade entende a determinação como ilegal e se baseia em parecer da PGE.


A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (ASPRA/SE) protocolou nesta segunda-feira, 5, ofício junto ao Comando Geral da PMSE para pedir a revogação de determinação publicada pelo Comando do Policiamento Militar da Capital no Boletim Geral Ostensivo nº 179, de 2 de outubro de 2015.

De acordo com tal determinação, contida no item 4, alínea "b", 2, da 3ª Parte do referido BGO, "todos os policiais militares lotados no CPMC, quando apresentarem atestado médico de um dia de dispensa do serviço, deverão nos dias subsequentes à dispensa, cumprir expediente administrativo na sede da OPM até retornar à escala de serviço"

Ocorre porém que tal determinação é absolutamente ilegal, pois contraria o disposto na Lei Estadual nº 2.066/76, que garante ao policial militar o direito à dispensa do serviço por prescrição médica. E vai além, afirmando que tal dispensa será concedida com a remuneração integral e computada como tempo de efetivo serviço.

Importante ressaltar que tal entendimento não é exclusivo da ASPRA, pois se encontra presente também no Parecer nº 7224/2010 da Procuradoria Geral do Estado, gerado a partir do questionamento feito à época pela ASPRASE em consequência de determinação semelhante baixada pelo então Subcomandante da PMSE, Coronel Eduardo Santiago, publicada no BGO nº 054/2010. Naquela oportunidade a PGE recomendou a reedição da norma para adequá-la à legislação vigente no tocante à perda da folga em virtude de apresentação de atestado médico, tendo o Subcomandante da Polícia Militar optado por revogar a norma, conforme publicado no BGO nº 191/2010.

A ASPRA espera que também desta vez, como em 2010, prevaleça o bom senso e acima de tudo o respeito à legislação em vigor, e que tal norma possa também ser revogada, posto que não encontra amparo legal para permanecer em vigor. 

Confira abaixo o ofício encaminhado ao Comando Geral da PMSE e seu anexo.











Dirigentes da Aspra Sergipe recebem visita de dirigentes da Unica.

Encontro teve como objetivo aproximar as duas entidades e facilitar o entendimento nas lutas em prol da classe.



Dirigentes da Aspra e Unica discutiram os interesses da classe, em especial dos praças.

Atendendo a convite do presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra/SE), sargento Antônio Carlos, o presidente da União da Categoria Associada (Unica), Soldado Willanês, e sua vice-presidente, Soldado Pétula Macedo, visitaram a sede da Aspra na última quarta-feira, 30 de setembro. Will Guerreiro, como também é conhecido o presidente da Unica, e Pétula, foram recebidos pelo presidente da Aspra e pelo vice-presidente, Sargento Anderson Araújo.

O objetivo do encontro foi estreitar as relações entre as duas associações e discutir questões atuais do interesse da classe militar. Na visão do Sargento Carlos não há razão para que as entidades representativas dos militares se distanciem umas das outras, e o ideal é que trabalhem em conjunto em prol dos interesses coletivos. Pensando assim, decidiu fazer o convite à Unica para uma visita de cortesia.

Durante a reunião os dirigentes trataram de questões pontuais como o projeto de lei do subsídio, a necessidade de se discutir a criação de um novo Código de Ética e Disciplina nos moldes propostos pelo Projeto de Lei 7645/2014, do Subtenente Gonzaga, em tramitação no Congresso Nacional, a discussão sobre carreira ou acesso único, ciclo completo e desmilitarização, entre outros pontos. Na oportunidade o Soldado Willanês informou que seria realizado na Assembleia Legislativa de Sergipe, por iniciativa do deputado Georgeo Passos, em data a definir, uma audiência pública para tratar sobre a carreira única, fazendo o convite à Aspra para que também participasse deste evento.

A necessidade de conscientizar os praças para uma participação mais efetiva nos debates e nas lutas por direitos da classe também foi tema da conversa, sendo discutida a possibilidade de realização de seminários, audiências públicas e outras ações para promover estes debates e mobilizar a categoria. 

Sobre o projeto de subsídio apresentado pelo Comando da PMSE, Aspra e Unica demonstraram preocupação com a falta de resposta do Comandante Geral ao ofício encaminhado pelas associações, comunicando as deliberações da assembleia geral da categoria. Outra preocupação reside nos constantes parcelamentos dos salários dos servidores, em especial dos militares que têm ficado sempre por último para receber a segunda parcela, denotando a pouca importância que tem sido dada pelo governo a uma categoria comprovadamente essencial para o Estado e para a sociedade. As duas entidades discutiram a necessidade de se adotar novas medidas caso a situação permaneça do modo que está.

Para o presidente da Unica. Soldado Willanês, o encontro foi proveitoso, pois foi um grande passo para a união de entidades que devem colocar os interesses da classe acima de quaisquer interesses individuais. Já o Sargento Carlos revelou que a conversa foi importante e revelou que Aspra e Unica possuem muitas ideias em comum, o que facilita o entendimento nas discussões que se farão necessárias no futuro. Novos encontros deverão ocorrer entre as duas associações e é grande a possibilidade de ações conjuntas voltadas para a classe dos praças.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Aspra Sergipe pede apoio ao Senador Amorim para aprovação de projetos em benefício dos militares.

Anistia a militares e fim da prisão administrativa passarão pela apreciação do Senado.


Senador Amorim recebendo ofício encaminhado pela ASPRA/SE.

Na tarde desta segunda-feira, 05, o vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (ASPRA/SE) e membro do Conselho Fiscal da Associação Nacional de Praças (ANASPRA), Sargento Anderson Araújo, foi recebido pelo Senador da República Eduardo Amorim (PSC/SE). Em pauta projetos do interesse dos militares estaduais que serão apreciados pelo Senado Federal e que necessitam do apoio dos senadores para aprovação, além de assuntos locais também do interesse da categoria.

Em nome da ASPRA/SE e da ANASPRA, o Sargento Araújo entregou ao Senador Amorim ofício no qual é solicitado o apoio do parlamentar para a aprovação do Projeto de Lei da Câmara 17/2015 (177/2015 na Casa de origem) e do PL 7645/2015, também da Câmara dos Deputados e de autoria do Deputado Subtenente Gonzaga.

O PLC 17/2015 altera a Lei nº 12.505, de 11 de outubro de 2011, que concede anistia a policiais e bombeiros militares punidos por participar de movimentos reivindicatórios. O texto da lei anistia os policiais e bombeiros militares dos estados de Alagoas, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e Distrito Federal. Pelo novo projeto, seriam acrescentados os estados do Amazonas, Pará, Acre, Mato Grosso do Sul e Paraná, a fim de que o benefício da anistia se estenda também aos companheiros destes estados. O projeto já está na pauta do Senado.

Já o Projeto de Lei 7645/2015, aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados na semana passada, visa obrigar os estados a criar ou reformular os Códigos de Ética e Disciplina dos servidores militares, adequando estes códigos ao atual regramento jurídico do país, respeitando os direitos humanos dos policiais e bombeiros, e garantindo-lhes o acesso a direitos constitucionais dos quais os militares são tolhidos, por exemplo, o direito à presunção da inocência.

De acordo com o PL 7645/2015, os novos Códigos de Ética e Disciplina deverão respeitar alguns princípios, como a dignidade da pessoa humana, a legalidade, a presunção da inocência, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, razoabilidade e proporcionalidade, e por fim a vedação de medida privativa de liberdade. Em outras palavras este projeto extingue a pena de prisão administrativa disciplinar, um desejo antigo da categoria. Para o vice-presidente da ASPRA "prisão é para bandido, não para quem comete uma falha de menor gravidade como faltar ao serviço".

Araújo fez os esclarecimentos necessários ao Senador Amorim para demonstrar que ao contrário do que alguns imaginavam e pregavam, o PL 7645/2015 não afetará a hierarquia e a disciplina. Segundo informou o sargento, o militar que cometer crime irá responder da mesma forma que responde hoje, já que não se está mexendo neste momento no Código Penal Militar (CPM). O que se quer acabar é com os abusos que são praticados por conta de faltas disciplinares que podem culminar na privação da liberdade do policial ou bombeiro por motivos fúteis.

O Senador Eduardo Amorim se declarou um simpatizante da causa da anistia e também se mostrou solícito quanto ao fim da prisão disciplinar, determinando de imediato que sua assessoria encaminhasse o ofício recebido ao seu gabinete em Brasília para que a matéria fosse acompanhada de perto. Amorim e Araújo trataram ainda de um outro assunto do interesse da categoria, mas o dirigente classista preferiu não revelar o teor da conversa. "Vamos trabalhar primeiro para ver se as coisas se encaminham como desejamos. Se tudo der certo aí sim divulgaremos do que se trata", declarou o vice-presidente da ASPRA.

A ASPRA tem mantido contato também com assessores dos Senadores Antônio Carlos Valadares e Maria do Carmo Alves a fim de lhes fazer o mesmo pedido. Araújo, que também é conselheiro da ANASPRA, informou que a atuação da ASPRA segue a recomendação da entidade nacional, deliberada no último Encontro Nacional de Praças (Enerp), realizado em Manaus/AM no mês de setembro. "Estamos lutando conjuntamente em todo o Brasil, atuando em prol da aprovação das matérias que tramitam no Congresso e que são do interesse dos militares estaduais. Nossa luta tende a se fortalecer cada vez mais", finalizou o sargento.

Sargento da PM é assassinado a tiros em Cristinápolis.

O sargento Nabal faleceu ainda no local do crime
O sargento Nabal foi assassinado a tiros (Foto: Arquivo PM)
Um sargento da polícia militar conhecido por Nabal Gomes Menezes, 48 anos, foi alvejado a tiros na manhã desta terça-feira, 6, no povoado Manoel Joaquim no município de Cristinápolis. O militar era lotado na 1ª Companhia do 6º Batalhão em Boquim.
Segundo informações passadas pela assessora de comunicação da PM, capitã Evangelina de Deus, as primeiras informações levantadas dão conta de que o sargento estava na companhia de um amigo quando quatro suspeitos em um veículo Fiat Palio realizaram os disparos.
“Ele estava de folga e a paisana conversando com um amigo na rua quando quatro elementos em um Fiat Palio de cor branca de placa de Rio Real chegaram atirando. ele foi morto dentro do próprio veículo”, conta.
O sargento faleceu ainda no local do crime. Equipe do Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Criminalista foram acionados para o local.
Disque denúncia
Neste momento, a polícia sergipana realiza diligência na tentativa de prender os suspeitos. Quem souber do paradeiro dos suspeitos pode ligar para o 181 ou o Ciosp 190.
*A matéria foi alterado às 11h21 para acrescentar o nome do PM
Por Aisla Vasconcelos
Fonte: Infonet

NOTA: A Diretoria da ASPRA SERGIPE manifesta seu profundo pesar pela perda trágica de mais um companheiro de farda e sua indignação diante de tão crescente número de policiais vítimas de homicídio em nosso estado. Quando os garantidores da segurança pública não estão mais seguros, quem estará?

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